10 de junho de 2026

753 bilhões de ataques em 2025: o Brasil virou alvo favorito e sua empresa faz parte das estatísticas

Existe um número que todo gestor de TI, CFO e CIO brasileiro precisa conhecer antes de tomar qualquer decisão sobre tecnologia neste ano: 753,8 bilhões.

Trata-se da quantidade de tentativas de ataques cibernéticos que o Brasil recebeu ao longo de 2025, segundo o Relatório do Cenário Global de Ameaças divulgado pelo FortiGuard Labs, laboratório de inteligência da Fortinet. Para ter uma referência de escala: são aproximadamente 2 bilhões de tentativas por dia, ou seja, vinte e três milhões por segundo.

Não se trata de uma estatística abstrata de relatório técnico. Na realidade, é o retrato de uma indústria criminosa que escolheu o Brasil como um de seus mercados prioritários, operando com mais organização, mais automação e mais inteligência artificial do que a maioria das equipes de TI corporativa com que compete.

Portanto, se a sua empresa tem dispositivos conectados, colaboradores em home office ou equipes distribuídas em qualquer canto do país, este texto é sobre você.

O Brasil não é vítima acidental. É alvo estratégico

Por muito tempo, a narrativa dominante no mercado corporativo brasileiro era tranquilizadora: “hackers focam nas grandes empresas, nos bancos, no governo. Para o nosso porte, não vale a pena o esforço.”

No entanto, os dados de 2025 e 2026 enterraram essa narrativa de vez.

A Check Point Research, em seu relatório de abril de 2026, documentou que as organizações brasileiras receberam em média 4.118 ataques por semana, um salto de 46% em relação ao mesmo período de 2025 e quase o dobro da média global, que ficou em 2.201 ataques semanais por organização. Em outras palavras, o Brasil não está sendo atingido por ricochete. Está sendo mirado.

Os especialistas da Fortinet são diretos ao explicar por quê. O país reúne uma combinação de fatores que os grupos criminosos identificaram como ideal: alta digitalização dos processos empresariais, base massiva de dispositivos conectados e velocidade de adoção de tecnologia muito superior à velocidade de adoção de segurança. Além disso, segundo o country manager da Fortinet Brasil, Frederico Tostes, há uma ausência de cultura consolidada de prevenção a riscos que atravessa do usuário final até a alta gestão.

Some a isso um sistema financeiro digitalizado e integrado, que amplifica o potencial de retorno financeiro de cada ataque bem-sucedido, e você tem o cenário perfeito para que grupos criminosos organizados mantenham o Brasil no topo de suas listas de prioridade.

O que está por trás dos 753 bilhões

O número impressiona pela magnitude. No entanto, o que importa para uma decisão de gestão é entender o que há por trás dele.

O FortiGuard Labs detalhou a composição dos ataques registrados no Brasil em 2025. A maior fatia foram 743 bilhões de tentativas de negação de serviço (DDoS), crescimento de 119% em relação ao ano anterior, com o objetivo de derrubar sistemas e tornar operações inviáveis por horas ou dias. Além disso, o país registrou 1,4 bilhão de ataques por força bruta, alta de 70% sobre 2024, que tentam descobrir senhas de acesso por tentativa e erro automatizado em escala industrial.

Da mesma forma, outros 3,6 bilhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades varreram sistemas em busca de brechas não corrigidas. Por fim, 187,5 milhões de atividades de distribuição de malware foram detectadas, representando crescimento de 535% sobre o ano anterior.

Esse último número merece atenção especial. Um crescimento de 535% não é evolução gradual. É uma virada de fase. Em termos práticos, significa que os grupos criminosos ampliaram radicalmente sua capacidade de entregar software malicioso aos dispositivos corporativos brasileiros. De acordo com os analistas, a principal força por trás dessa expansão é a inteligência artificial generativa, que automatizou a criação de variantes de malware capazes de escapar dos sistemas de detecção convencionais. Se a IA já é vantagem competitiva para empresas, do outro lado ela também equipa os criminosos com velocidade e escala sem precedentes.

Diante disso, a Fortinet e a Check Point convergem em um diagnóstico: o cibercrime deixou de funcionar como ataques oportunistas e isolados. Atualmente, ele opera como uma indústria estruturada, com divisão de trabalho especializada, infraestrutura de suporte, canais de distribuição e modelos como o Ransomware-as-a-Service, que permite que qualquer criminoso, mesmo sem conhecimento técnico, execute ataques sofisticados pagando uma comissão sobre o que arrecadar.

O custo de virar estatística

Quando um ataque passa das tentativas para o sucesso, o impacto financeiro é devastador.

Segundo dados consolidados do IBM Cost of Data Breach e da ISH Tecnologia, o custo médio de recuperação após um incidente cibernético no Brasil chegou a R$ 6 a R$ 8 milhões por evento. Quem acompanha o conceito de TCO, custo total de propriedade, sabe que esse valor raramente aparece no orçamento de TI até que o pior aconteça. É importante destacar que esse montante cobre apenas os custos diretos: resposta ao incidente, recuperação de sistemas, paralisação operacional e resgates eventualmente pagos. Os prejuízos indiretos, como dano reputacional, perda de contratos e multas da LGPD, costumam ser de duas a três vezes maiores, manifestando-se ao longo de meses ou anos.

Para empresas de médio porte, as consequências são proporcionalmente mais graves. Dados da National Cyber Security Alliance indicam que 60% das pequenas e médias empresas fecham as portas em até seis meses após um ataque significativo. No Brasil, com margens operacionais estreitas e acesso limitado a crédito emergencial, esse risco é ainda maior.

Vale observar que os casos mais impactantes de 2025 no Brasil não foram de empresas despreparadas tecnicamente. Foram, na verdade, de organizações com sistemas em operação e equipes de TI estruturadas. O que as tornou vulneráveis foi a lacuna entre a posse de ferramentas de tecnologia e a existência de uma arquitetura de proteção integrada, coerente do equipamento ao contrato. Além disso, esse cenário se agrava em 2026: a escassez global de notebooks e a alta nos preços de memória RAM estão pressionando empresas a adiar renovações de frota, deixando equipamentos defasados e mais vulneráveis em operação por mais tempo.

Segurança começa no equipamento

Há uma dimensão dessa crise que raramente aparece nos relatórios de segurança mais técnicos, mas que impacta diretamente qualquer gestor responsável por uma frota de equipamentos: a escolha do hardware é, também, uma decisão de segurança. Além disso, essa decisão se conecta diretamente ao modelo de contratação de TI. O outsourcing de TI estratégico permite que a empresa transfira não apenas a gestão do equipamento, mas também parte do risco operacional associado a ele.

É importante ressaltar que nem todo notebook corporativo nasce igual do ponto de vista de proteção. Da mesma forma, nem toda forma de acessar esse equipamento oferece o mesmo nível de controle e segurança. Entender as vantagens do aluguel de equipamentos de TI em relação à compra é o primeiro passo para uma decisão mais inteligente. Nesse sentido, o HP EliteBook 640 G10, equipamento que integra o portfólio de locação da Apnetworks, foi projetado com múltiplas camadas de segurança embutidas diretamente no hardware, não como um complemento instalado depois. Isso faz uma diferença fundamental na prática.

O modelo traz a suíte HP Wolf Security for Business nativa, que opera em nível de firmware, abaixo do sistema operacional, onde os ataques mais sofisticados atuam. Por isso, a proteção não depende de software instalado depois da compra nem de configuração manual pela equipe de TI. Ela já está no hardware, ativa desde o primeiro uso.

Entre os recursos disponíveis está a capacidade de localizar, bloquear remotamente ou apagar todos os dados do equipamento, mesmo quando ele está offline. Dessa forma, no cenário atual em que um notebook corporativo perdido representa uma potencial violação de dados sob a LGPD, essa funcionalidade deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência de conformidade.

O que muda quando o equipamento vem com o contrato

A Apnetworks fornece o HP EliteBook 640 G10 e outros equipamentos da linha Elite por meio de locação corporativa com atendimento em todo o Brasil, com contratos mensais ou anuais e um conjunto de serviços que transforma o equipamento em uma solução gerenciada completa.

O que está incluído vai além do hardware:

Gestão centralizada via Plataforma APX. Com ela, a empresa tem visibilidade em tempo real de toda a frota, com localização, status, configuração e histórico de cada dispositivo. Dessa forma, não há planilha, controle manual nem ponto cego.

Troca preventiva de equipamentos. Por meio desse serviço, os dispositivos são substituídos antes de apresentar falha, de modo que a operação não precise parar esperando conserto.

Suporte técnico on-site e remoto incluído. A Apnetworks disponibiliza equipe dedicada para atendimento em qualquer localidade do país, sem custo adicional por chamado.

Descarte responsável ao fim do contrato. Com o apagamento certificado de dados e a destinação correta dos equipamentos, a empresa elimina o risco de vazamento de informações confidenciais no descarte e garante conformidade com a LGPD e com as obrigações de ESG.

Seguro contra roubo e danos. A cobertura protege o patrimônio e, principalmente, garante a substituição imediata do equipamento sem impacto na continuidade operacional.

Em resumo, a empresa não precisa comprar, configurar, atualizar, segurar, gerenciar e descartar seus equipamentos. Ela paga uma mensalidade previsível e recebe, em troca, uma frota segura, gerenciada e continuamente atualizada. Para quem quer entender melhor essa lógica financeira, o artigo sobre CAPEX e OPEX em TI explica como esse modelo impacta diretamente o balanço da empresa.

Cibersegurança não começa no software. Começa na decisão de contratar

Diante de um volume de ataques que cresce 46% ao ano e de um custo médio de recuperação que pode superar R$ 8 milhões por incidente, aguardar o momento certo para agir é, na prática, uma escolha de risco. Por isso, o cenário de 2026 não deixa margem para postergação.

A boa notícia é que proteger uma frota corporativa não exige um projeto complexo de TI. Exige, antes de tudo, a decisão certa na hora de escolher o equipamento e o parceiro que vai gerenciá-lo.

A Apnetworks oferece locação corporativa de equipamentos com segurança de hardware nativa, suporte técnico em todo o Brasil, troca preventiva, descarte responsável e cobertura contra roubo e danos. Tudo isso em uma mensalidade previsível, sem imobilização de capital e sem surpresas no orçamento.

Afinal, no cenário atual, a pergunta não é se sua empresa vai ser atacada. A pergunta é se ela estará pronta quando isso acontecer.


A Apnetworks é parceira HP e disponibiliza o HP EliteBook 640 G10 e toda a linha Elite com segurança Wolf Security nativa em contratos de locação para empresas de todo o Brasil. Fale com um especialista e descubra como proteger sua frota.

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